Eventos atmosféricos
extremos com períodos prolongados de fortes chuvas e inundações, como as ocorridas
no Rio Grande do Sul, se tornarão cada vez mais comuns e
intensos.
Mas o que as cidades
podem fazer para evitar ou mitigar esse tipo de tragédia?
Para o criador do
conceito de cidades-esponja, a resposta está em parar de "lutar contra a
água" e investir em soluções duradouras e baseadas na natureza.
Temos uma escolha a
fazer: investir em grandes barragens e diques que estão fadados a fracassar ou
apostar em algo que é duradouro, sustentável e ainda bonito e produtivo,
questionou o decano da faculdade de Arquitetura e Paisagismo da Universidade de
Pequim em entrevista à BBC News Brasil.
Para Yu, as soluções
tradicionais baseadas em barragens de cimento e tubulações impermeáveis já se
mostraram incapazes de acompanhar os efeitos das mudanças climáticas, já que as
chuvas são cada vez mais intensas e o nível da água de rios e mares não para de
subir.
O conceito das
cidades- esponja já é aplicado em todo o mundo, podendo ser reproduzido em
qualquer lugar, inclusive no Brasil.
As cidades-esponja
são uma solução para climas extremos, onde quer que eles estejam.
O Brasil pode se dar
muito bem com elas, porque tem muitas áreas naturais, o que dá mais espaço para
a água escoar, além de impedir inundações, o modelo também pode ser útil
durante os períodos de seca, já que a água armazenada pode ser utilizada para
irrigação e para manter as árvores e plantas da cidade em boas condições.
Além das fortes
chuvas, períodos mais prolongados de seca também são efeitos das mudanças
climáticas.

Nenhum comentário:
Postar um comentário